“Mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam.” (Isaías 40:31)

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8 de agosto de 2011

Palavra Pastoral da Semana 07/08/2011

Pr. José Orcélio 
Saudades de quando eu era como uma frágua

“Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo intrigante, cessará a contenda.” (Provérbios 26.20)

As epistolas paulinas, os salmos, e os demais livros da Bíblia trazem muitas passagens capazes de mudar, em instantes, o estado de um homem, de triste para alegre, de desanimado para avivado, disposto, etc. Porém, é muito triste quando lemos os relatos paulinos sobre a negligência de alguns para com a obra de Deus, o retroceder de outros em relação às funções ministeriais, etc. É comovente, quando lemos sobre as admoestações de Paulo aos irmãos em diversas igrejas espalhadas pela Grécia, Europa e Oriente Médio, para que não abandonem a fé cristã, que não façam naufrágio da mesma como alguns que se desviaram do caminho da verdade.

Dói no âmago do coração quando se contempla uma vida que, nos primeiros anos de experiência com Cristo, foi tremendamente usado por Ele, abundante na fé, cheia da unção e do poder de Deus, porém, com o passar dos anos, por não obedecer às recomendações preconizadas na Palavra de Deus e por ter se embaraçado com os negócios dessa vida, acabou enveredando por um caminho tortuoso, perigoso, chegando até a disputar alfarrobas com os porcos, à semelhança do moço exemplificado por Cristo no capítulo 15 do Evangelho de Lucas, a parábola do filho pródigo.

É muito desagradável, para todos nós cristãos, que lutamos bravamente, e às vezes com dificuldades, para nos mantermos de pé, presenciar um de nossos ensinadores, pregadores, companheiros de púlpito ou guerreiro de oração, prostrado à beira do caminho, na sarjeta, comendo das migalhas que caem da mesa do inimigo de nossas almas, sem força, sem esperança, sem a graça salvadora, moribundo e desprovido dos dons e talentos que tanto foram úteis no principio da sua carreira cristã. É mais triste ainda vê-lo sem visão espiritual e capaz de abandonar até mesmo o amor de sua esposa e filhos, não percebendo que, no teatro que Satanás armou, o principal ator é ele próprio, que trocou a Cristo, único Salvador perfeito.

Corta a alma, quando presenciamos o desvanecimento espiritual de alguns vasos que outrora foram tão amigos do Espírito Santo e, muitas vezes, “em línguas estranhas” entregaram mensagens edificantes e proféticas para o fortalecimento da fé de muitos salvos em Cristo. Às vezes, no fundo da alma eles até exclamam: sinto saudades de quando eu era como uma frágua e me conduzia e orientava minha família a permanecer na presença de Deus. 

Esta expressão: “sinto saudades de quando eu era como uma frágua”, quer dizer o seguinte: “eu sinto saudades de quando eu era como uma brasa viva, uma tocha de fogo ardente, um vaso fervoroso nas mãos do Senhor, uma labareda de fogo pronto para afugentar o inimigo e incendiar a sua seara”. Frágua, segundo os dicionários é um substantivo feminino que significa fornalha. No figurativo, e é nesse sentido que me detenho, quer dizer: fogo vivo, fogueira, ardor, calor intenso e fervor. O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos ele diz: “Não sejais vagarosos no cuidado, sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (Romanos 12.11).

É preciso que o cristão seja fervoroso, ardoroso, impetuoso, ativo, diligente, zeloso e dedicado. Esse campo semântico deve vigorar no interior de cada cristão. Não podemos ser frios ou mornos, mais quentes, como uma Frágua, uma fornalha de fogo ardente. Somos brasas vivas do altar de Deus, logo, é preciso que os que ainda fumegam, deixem-se ser incendiados pelo fogo do Espírito Santo. Se você sente saudades de quando era avivado, renovado, ou seja, como uma Frágua, então ainda há tempo para se erguer. Levanta-te, tome uma posição diante de Deus, isso é tudo que Ele quer, e seja alcançado pelo gozo e o poder de Cristo.

Meu conselho é que voltes a ser como um Frágua, cheio de calor, energia, entusiasmo, paixão pelas almas perdidas, desejo ardente de conseguir o melhor, empenho na obra e no cuidado da vida cristã, dedicação ao ministério, zelo pela própria vida e da dos seus irmãos, diligente em tudo, impetuoso no conduzir as tarefas que lhe são afetas na casa do Senhor, em fim, um cristão “tocha acesa”, “tocha viva, sobre o altar”. Volte a ser uma Frágua!

Unidos e Edificados Certamente Faremos Uma Grande Obra Para Deus!

Palavra Pastoral da Semana 31/07/2011

Pr. José Orcélio 
A Fé não é como os esteróides anabolizantes

“A fé vem pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus” (Gálatas 5:17).

Como pastor, além das tarefas relacionadas ao oficio ministerial, também me preocupo com o crescimento e o relacionamento de todos os jovens de nossa igreja frente aos desafios da sociedade, desde as dificuldades para se conseguir passar em algum concurso público, até as atividades voltadas para o bom desempenho e higidez do corpo. E, para este último, encontram-se à nossa disposição as academias de musculação, onde estão, pela lógica, os adeptos à hipertrofia muscular.

O meu alerta é justamente para os desavisados que, ao se matricularem nessas academias, muitas vezes são surpreendidos por pessoas que comercializam ou indicam produtos anabolizantes sem nenhuma orientação médica. Os anabolizantes, até onde eu sei, são constituídos de substâncias à base de hormônio masculino testosterona, com as características anabólicas, ou seja, de crescimento e androgênicas (caracteres sexuais masculinos), altamente prejudiciais à saúde.

O desgaste físico para quem pratica a musculação é natural, principalmente nos primeiros meses, porém, se houver a necessidade de algum reforço vitamínico o médico deverá ser consultado. É extremamente perigoso se utilizar desses medicamentos que, muitas vezes, são receitados pelos próprios utilizadores desses ambientes aeróbicos, sem que haja um acompanhamento do profissional da medicina. Saiba, porém, que cada organismo é diferente um do outro, cada um reage de uma maneira.

Há muitas pessoas ligadas ao esporte que sofrem alguma conseqüência negativa pelo uso indevido desses medicamentos. Infelizmente, nós, pais e orientadores, só tomamos conhecimento de algum mal ou distúrbio quando alguém de destaque no meio esportivo morre ou fica para sempre com seqüelas, ou quando a mídia divulga algo, ou mesmo quando algum atleta prejudicado vem a público e fala pessoalmente sobre o caso, a titulo de desabafo ou demonstrando preocupação com o semelhante.

Não quero aqui intervir na vida particular de ninguém, apenas, faço um alerta aos pais que cheguem mais junto de seus filhos que estão freqüentando as academias e verifiquem o que eles estão tomando como sendo “complexo vitamínico” ou “complemento alimentar”, a fim de que eles não venham a ter problemas futuros.

A fé, pelo contrário, só traz benefício. Nós a recebemos pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus. Cultive a fé, ela é essencial para seu crescimento espiritual, tão importante para se manter firme no caminho do Senhor Jesus Cristo. A fé é fundamental para estreitar a comunhão com Deus. Sem fé, diz a Bíblia, é impossível agradar a Deus.

Saiba que o cuidado com o corpo é recomendado pelos médicos. Quem cuida do corpo físico, está cuidando do templo do Espírito Santo. Não vejo nenhum pecado em se comparecer a uma academia de ginástica e ali fortalecer os seus músculos, porém, sonde o ambiente e veja se ele é arejado, agradável, se os equipamentos estão em perfeito estado de conservação, se há profissionais do ramo preocupados com você e se são dedicados ao trabalho que fazem, se a área interna e externa são bem arejadas e se é um local onde você sinta-se bem, onde haja permissão da parte do Espírito de Deus, conferido diretamente em seu coração.

A musculação deve ser praticada não para torná-lo atraente diante de pessoas do sexo oposto, mas para que a atividade lhe traga condicionamento físico. Logo, para que fazer uso dos anabolizantes? Quer ficar forte e robusto? Então use a fé em Cristo e fisicamente a caminhada, a corrida, a natação e outras modalidades esportivas, sem ter que ingerir os esteróides e anabolizantes.

Unidos e Edificados Certamente Faremos Uma Grande Obra Para Deus!

Palavra Pastoral da Semana 24/07/2011

Pr. José Orcélio 
O caleidoscópio e o vaso

“Fui opróbrio entre todos os meus inimigos, até entre os meus vizinhos, e horror para os meus conhecidos; os que me viam na rua fugiam de mim. Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado” (Salmos 31.11,12).

Este salmo de Davi expressa muito bem o desabafo de um homem que não está bem com Deus e opta em procurar desesperadamente por socorro, porquanto, seus inimigos lutavam para destruí-lo e os seus vizinhos e pessoas mais chegadas o haviam abandonado. Davi insinua que estes fugiram de sua presença e que a situação que ora vivia era como a de um morto e compara-se a um vaso imprestável, quebrado, sem nenhuma utilidade, porque seus melhores amigos haviam se afastado e ele estava esquecido no coração deles.

A Bíblia, por inúmeras vezes, compara a vida humana a um vaso. Objeto feito pelas mãos do oleiro. O profeta Jeremias certa vez foi convidado por Deus a ir a uma olaria e ali viu de perto o trabalho do artesão do barro e, quando ele contemplava a feitura das mãos do oleiro, o vaso quebrou-se. Porém, mais que depressa, o oleiro fez um novo e lindo vaso com o mesmo produto danificado. Deus, na ocasião, aproveitou a cena para ensinar ao profeta que Ele, o Senhor forte e poderoso, seria capaz de fazer com o homem o mesmo que o oleiro fez com o vaso: restaura-lo e esta restauração é utilizando-se da mesma natureza, opinião, carater, emoções, virtudes, fraquezas e demais pontos negativos que nesse vaso houver. Só Deus tem essa capacidade!

O caleidoscópio e o vaso são dois utensilhos bastantes diferentes, porém, eu os comparo a vida de certos cristãos. O primeiro é um aparelho óptico formado por um pequeno cone, que leva no seu interior fragmentos de vidro de diversas cores e, através do reflexo da luz exterior em pequenos espelhos colocados no seu interior, aparesentam, a cada giro, combinações variadas e belas de efeito visual.

O nome caleidoscópio vem do grego, kalos, “belo” , eidos, “imagem” e scopeo, “olhar” (para), “observar”. Inventado na Inglaterra, em 1817, pelo físico escocês Dawid Brewster, o caleidoscópio proporciona uma imagem belissima e formas diversificadas e coloridas que encantam os que observam com atenção.

O caleidoscópio, hoje, é extremamente sofisticado e fornece diversos padrões ornamentais, arrancando suspiros de todos que observam as figuras coloridas, em imagens multiplicadas, que se formam em seus arranjos simétricos.
O vaso, por sua vez, pode ser útil nas mais significativas funções, até mesmo para ornamentar e decorar determinados ambientes.

O cristão, como um vaso do Espírito Santo, deve ser um exemplo entre os fiéis e dar bom testemunho entre aqueles que estão de fora. “Israel foi devorado, agora está entre os gentios como um vaso em que ninguém tem prazer” (Oséias 8.8). É triste quando nossa reputação é deteriorada pela língua ferina de alguém que nos condena por algum comportamento indevido ou por um mal testemunho e, às vezes, por algum julgamento totalmente equivocado. O apóstolo Paulo diz: “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (1 Ts 4.4). O cristão é um vaso especial, separado para o Senhor e não um vaso decorativo, para ser apreciado e também venerado.

O cristão não deve se assemelhar ao caleidoscópio: ser bem apresentado, atrativo, produzir diferentes imagens que chegam a encantar até mesmo os mais humildes e inocentes, atraindo toda a glória para si próprio. Temos que ser discretos e úteis, para toda boa obra, como diz Paulo. A sua imagem deve ser verdadeira e não  distorcida e colorida, capaz de impressionar, como a produzida pelo caleidoscópio.

A imagem deve se aproximar daquela exigida pelo Espírito Santo: irrepreensivel perante o céu e os homens. Paulo exorta a Tito para que ele tivesse sempre “Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tito 2.8). Deus não aceita uma falsa modalidade de vida, uma dupla personalidade, uma tríplice conduta, uma multiforme maneira de se conduzir perante a sociedade e a igreja. Cristo nos dá o exemplo e exige que a igreja compareça diante dele com a seguinte roupagem: “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5.27).

O cristão é um vaso operoso e não um vaso ornamental, muito menos um caleidoscópio espalhafatoso que só serve para impressionar.

Unidos e Edificados Certamente Faremos Uma Grande Obra Para Deus!

Palavra Pastoral da Semana 17/07/2011

Pr. José Orcélio 
Eu, perdulário, jamais!

“E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! (Lucas 15.13-17).

Perdulário é uma palavra não muito comum de ser falada. Chama-se perdulário aquele que é esbanjador, gastador, pródigo, dissipador, ao ponto de passar necessidades quando executa bem a sua tarefa de dissipar os bens que tem, principalmente, o dinheiro. Um exemplo bem marcante é o relato bíblico de Jesus na parábola do filho pródigo. Ali está explicito o que faz e, também, as conseqüências negativas advindas do mau uso do dinheiro, quando um perdulário gasta além do necessário e naquilo que não é pão.

Hoje, é muito comum a pessoa ser tentada a gastar. Um exemplo disso é quando nos dirigimos ao supermercado para comprar apenas o pão, ou uma só mercadoria e enchemos duas ou mais sacolas, às vezes, com coisas desnecessárias, apenas pelo prazer de consumir. O cristão precisa se policiar nessa prática doentia. Comprar compulsivamente, está mais do que provado: pode ser um sinal de doença. Doença que pode provocar preocupação, a pressão arterial poderá aumentar e causar outros problemas mais sérios de saúde e até mesmo arranhar o relacionamento conjugal. Esta doença tem nome, Oniomania.

Ora, muitas pessoas são dependentes químicos, outras estão presas pelo alcoolismo e, por conta disso, precisam de um tratamento mais rigoroso para se livrar de seu vício. E aquele que é compulsivo em comprar, comprar e comprar, todavia, não consegue se libertar com facilidade e o mais preocupante, não admite que tenha esse vicio.

A Oniomania é uma doença relacionada aquele que, compulsivamente compra, sem fazer um planejamento, sem observar o próprio orçamento, sem consultar ao Senhor Jesus, no caso de ser um cristão fiel a Deus, em fim, assim como o dependente químico necessita de um tratamento, os perdulários, também, devem procurar um tratamento, uma libertação talvez, para que possa viver calmo e tranqüilo na presença de Cristo. Se você não tem controle sobre seus cheques, cartões de crédito, sua conta no banco ou mesmo à poupança, então deixe alguém da família e de sua total confiança, administrar os seus bens.
Caríssimo leitor e meu irmão em Cristo saibam que o desejo incontrolável de gastar pode levá-lo ao fundo do poço, mas, se procurares ajuda esse desejo doentio e incontrolável de gastar tem tratamento, para isso deverás procurar, urgentemente, um acompanhamento psicológico e procurar o seu pastor que saberá te aconselhar sobre esse problema, o qual acho tão sério e preocupante. Você precisa de ajuda! Essa é a primeira certeza que deves ter em mente.

O filho pródigo, da passagem em lide era um homem perdulário, gostava de gastar, até que um dia gastou tudo o que tinha com seus “pseudo-amigos” e acabou enveredando por um caminho miserável e repleto de iniqüidade, chegando ao ponto de disputar comida com os porcos. A parábola relata muito bem as duas fases da vida de um perdulário: a fase áurea e a fase da dificuldade. O escape veio quando ele se arrependeu diante de Deus e de seu pai, voltando a exercer o papel de filho e se envolvendo com os negócios da família, logo, teve tudo de volta, até mesmo os bens materiais, e a certeza, de que, ter sido perdulário, foi a coisa mais triste de sua vida e agora, na nova vida poderia dizer sem medo: Eu, perdulário, jamais!

Palavra Pastoral da Semana 10/07/2011

Pr. José Orcélio 
À Socapa

“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto, que não haja de ser sabido” (Lucas 12.2).

Talvez você nunca tenha ouvido falar nessa locução adverbial. Ela é muito antiga, remonta ao século 16 e quer dizer às escondidas, sorrateiramente, de forma dissimulada ou sonsa, furtivamente, por baixo dos panos. Ela é uma expressão que vem de “sob a capa”, ou seja, por baixo da capa, condição de alguém que não quer que apareça o seu rosto, nem seus pecados, erros e iniquidades.

Há muitos cristãos que se enganam com Deus. Pensam que se escondendo por trás de uma capa qualquer, transparecendo uma pessoa boa e honesta, calma e tranquila (conhecida como  “bom camarada”), estará isento de um dia ser descoberto pelo Senhor e caia a sua máscara e a sua capa deixando que todos vejam seu verdadeiro rosto, seu verdadeiro coração e a podridão de seus ossos.

É muito deprimente para o homem e a mulher cristãos um dia negociar com Satanás a sua alma, mesmo sendo por alguns dias. Alguns não vigilantes e desprovidos de certas virtudes e dons espirituais, quando recebem uma oferta diabólica, repleta de vantagens e atrações, geralmente, cedem e caem no laço do passarinheiro, vindo depois às complicadas consequências, podendo até perderem a oportunidade, de uma vez por toda, de alcançarem à salvação em Cristo.

Jesus quando foi tentado no deserto, foram-lhe oferecidos todos os reinos da face da terra para que Ele adorasse ao diabo, porém, o Mestre Jesus não aceitou o plano malicioso e enganoso de Satanás, mas o venceu pela autoridade da Palavra de Deus.

Há cristão que não sabe lutar com Satanás no campo espiritual e acaba perdendo a batalha na primeira tentação, aceitando bens materiais, prazeres terreno, fama, dinheiro, etc., invalidando assim o poder do sangue de Cristo em sua vida. A Bíblia diz para esse cristão que não negocie os bens espirituais com Satanás, todavia, aproveite para guardar bem a sua coroa, para que o diabo não a tome. Saiba que a alma do homem precisa ser bem protegida, porquanto, Deus a resgatou por um alto preço, e preço de sangue por parte de Jesus Cristo, nosso Salvador e unigênito do Pai.

Deve ser muito triste para um casal perder um filho para o inferno. O pastor sofre uma barbaridade quando perde uma ovelha para o “lobo feroz”, é como se ele rasgasse, no meio, o seu próprio coração e sem anestesia nenhuma, ainda mais se essa ovelha é daquelas que não se afasta, um metro si quer do seu cajado e que tem sua lã molhada com freqüência pelas lágrimas que caem do rosto de seu pastor, devido está ela bem juntinho dele.   

O cristão pode enganar a qualquer um na face desta terra, porém, jamais enganará a Deus. Quem faz as coisas às escondidas, sorrateiramente, de forma dissimulada ou sonsa, certamente, verá um dia o desmoronamento do seu castelo pecaminoso, porque o Senhor não se deixa escarnecer.

Se você, querido leitor e irmão em Cristo estão vivendo assim, de forma, “à socapa”, por baixo dos panos, então tome cuidado, pois os olhos do Senhor são como chamas de fogo e estão atentos a tudo e “...nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto, que não haja de ser sabido” . Aleluia!

Palavra Pastoral da Semana 03/07/2011

Pr. José Orcélio 
 Face a face quero te ver
“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” (1 Coríntios 13.12).

O tema escolhido pelo ministério Primícias está inserido num dos capítulos mais comoventes da Bíblia, o que fala do amor. Dentre as muitas expectativas que envolvem a vida cristã, está o fato de que cada crente luta com fé para um dia poder ver a face de Cristo. Paulo não conseguiu vê-la por ocasião de seu chamado, somente a luz que dEle emanou foi capaz de o cegar por um período de tempo, todavia, ele mesmo profetizou: “...então o conhecerei como também sou conhecido”, ou seja, todos quantos estão firmes na fé, hão de vê a face de Cristo, assim como os coríntios viram a face de Paulo.

Deus disse para Moisés certa vez que nenhum homem poderia ver a sua face e continuar vivo, “E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êxodo 33.20), mas quando tivermos um corpo glorificado à semelhança do de Cristo, então poderemos ver a face de nosso Deus e continuarmos vivos. Para isso teremos que lutar muito para que ninguem tome a nossa coroa e nem roube a nossa fé.

Jacó, um dos patriarcas bíblicos certa vez lutou com um anjo no vale de Jaboque, e depois que o anjo o abençoou e ele chamou o lugar de Peniel, por que dizia ele: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva (Gênesis 32.30). Jacó teve o seu nome mudado para Israel, que quer dizer em hebraico,  “aquele que lutou com Deus”. Para Israel que perguntou o nome do anjo e ele não o disse, verdadeiramente, viu a face de Deus. Na verdade Israel não viu a face de Deus, mas a do anjo do Senhor. Diferente dos discípulos que ao olharem para Jesus Cristo, viram na verdade a Deus, pois o próprio Cristo afirmou: “ Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14.9).

Gideão soube diferenciar perfeitamente o anjo do Senhor da pessoa de Jeová e afirmou: “Então viu Gideão que era o anjo do Senhor e disse: Ah, Senhor DEUS, pois vi o anjo do SENHOR face a face” (Juízes 6.22).    

O salmista em um dos seus lindos poemas canta esse encontro do homem com o seu Deus, diz ele: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? (Salmos 42.2). Se permanecermos fieis a Ele, guardando a fé como fez Paulo, “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4.7), não resta dúvidas que veremos a face do Senhor face a face. Aleluia!

Muitos cristãos, que um dia foram tão usados por Deus, hoje, estão caídos e sem esperança de vêrem um dia a face de Deus, porém, como ministro do Evangelho e servo do Deus Altíssimo eu te digo: não entregue a sua alma para Satanás fazer um banquete, retire forças de onde não tem, diga não ao pecado e a toda iniquidade e deixe o Espírito Santo resturar a tua vida no dia que se chama hoje. Não permita que o inimigo de nossas almas triunfe sobre sua vida, você ainda faz parte dos projetos de Deus, diga não ao inferno e levante-se hoje mesmo, pela fé, para o Senhor tratar o seu interior, te renovar e de fortalecer para que um dia você possa vê a face do Senhor da glória. Saiba que Jesus e a igreja não desistiram de você! Diga como disse o salmista: “Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar” (Salmos 17.15). Acorde, desperte desse sono e Cristo te escrarecerá. Amém!

29 de junho de 2011

Dez Maneiras De Destruir Um Casamento

Pr. Josué Gonçalves
Como Um Casal Através Do Abuso Do Poder Pode Destruir O Casamento.





Solicitar e exigir o centro das atenções.
Um cônjuge pode tender a monopolizar a relação, pedir atenção, exibir suas realizações e deixar os outros esperando a fim de manter um senso de controle. A pessoa que busca o controle irá exigir constantemente aprovação. Para isso, o ponto central da discussão deve ser sempre ela.

Manipular, mandar e castigar.
A manipulação através da repreensão, desprezo, críticas, acusações e regularizações que destrói o vínculo conjugal. A vantagem é do atacante, e eles logo aprendem que é importante atacar primeiro. Como resultado, o que toma a iniciativa acusa o outro de ser o responsável pelo que considera um erro. Este tipo de poder conjugal coloca o parceiro numa posição defensiva e o torna vulnerável à manipulação do atacante.

Negar intimidade.
O cônjuge que deseja o poder muitas vezes irá criar e manter a distância do parceiro. O medo de perder o “controle” não permite intimidade. Esse tipo de abuso pode levar o parceiro ignorado a procurar calor, aceitação e amizade em outros lugares.

Apenas receber
“O que eu ganho com isso?”, é a pergunta na mente desse cônjuge. Algumas vezes o “recebedor” fará uso do charme, inteligência persuasão, desaprovação ou desprazer para conseguir o que quer dos outros. A tendência de usar o cônjuge com fins egoístas, não colaborando e tentando manipulá-lo, pode destruir a auto-estima da pessoa que está sendo vítima deste abuso.
Se um cônjuge precisa sempre receber, o outro tem de se mostrar sempre liberal.

Buscando o controle – o(a) controlador(a).
Os que temem que a vida possa controlá-los, no geral viram a mesa a fim de certificar-se de que controlam os outros. O “controlador” se torna mestre em ocultar do cônjuge os seus sentimentos, intelectualizando as situações, a fim de evitar mostrar emoção. Este cônjuge priva o relacionamento da espontaneidade, no esforço de manter sua imagem de parceiro que mantém o controle.

Apresentando uma imagem de retidão – o cônjuge fariseu.
Infelizmente, muitos cônjuges pensam que sua bondade lhes trará realização, alegria, paz e felicidade na relação conjugal. Esta é a razão de se sentirem compelidos a apontar as fraquezas de outros. A briga neste tipo de relacionamento é caracterizada por um egoísmo que considera apenas os seus sentimentos e opiniões pessoais. O parceiro então desanima. Em razão de nunca ser suficientemente bom, o cônjuge abusado começa a assumir o papel de “mau” no relacionamento.

Mostrar-se superior.
A prioridade aqui é ser melhor que os outros. Esta atitude, lamentavelmente, se reflete com mais freqüência nos cristãos. Na realidade, o cônjuge “superior” muitas vezes se sente inadequado ou não se acha a altura do parceiro. O abusador, então, compensa o seu sentimento esforçando-se para ser mais competente, eficiente, reconhecido e útil ao outro.
O parceiro oprimido, em conseqüência, se fecha no que diz respeito a correr riscos e compartilhar no casamento, temendo que suas palavras sejam interpretadas de maneira diferente da pretendida. Torna-se submisso, controlado, manipulado e cauteloso, procurando a todo custo evitar ferir a sensibilidade do cônjuge “superior”.

Buscando vingança.
Quando o cônjuge se sente desarmado e traído, sem esperança de vir a ser aceito, quase sempre busca vingar-se. O parceiro desanimado pode começar a ferir seu cônjuge verbalmente ou fisicamente, a fim de ficar quites.
Acredite, algumas pessoas mantém registros em sua mente sobre relacionamento conjugal. A vingança se torna, portanto, uma obsessão, deixando o outro cônjuge numa posição decididamente desvantajosa.

Esperando demais.
Quando as coisas não vão bem no casamento, a ameaça de rejeição pode provocar desânimo no cônjuge vitimado. Esta tática de poder, espera continuamente que o parceiro seja “mais e mais” e faça “mais e mais” para manter feliz o dominador. O parceiro mais fraco começa a compreender que, por mais que se esforce, jamais alcançará os padrões estabelecidos pelo “mais forte”. Expectativas irreais pode intimidá-lo a ponto de fazê-los sentir incapaz de vir a ser aceito um dia.

Reter afirmação e conhecimento.
Quando deixamos de reconhecer o progresso e de apoiar a quem mais amamos, privamos o nosso parceiro da motivação que necessita para manter-se no caminho da excelência. Pegar na mão do cônjuge ou dar-lhe um abraço amável e amoroso irá operar maravilhas e ajudá-lo a melhorar cada vez mais. A espontaneidade de um beijo no rosto ou de um abraço apaixonado pode produzir o melhor dos efeitos e afirmar mais do que podemos imaginar em nosso casamento.
1 Bibliografia: Richard W. Dortck - Orgulho fatal – Editora CPAD.
Fonte: http://familiaegraca.blogspot.com